quinta-feira, 19 de março de 2009

Especialistas tentam salvar a arara azul de lear da extinção

Nos dias 23 e 24 de setembro, os especialistas ligados ao Comitê de Conservação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear se reuniram na Praia do Forte, a 70 km de Salvador, na Bahia, para discutir estratégias de conservação de uma das aves mais ameaçadas de extinção dos últimos anos.
Nos dias 23 e 24 de setembro, os especialistas ligados ao Comitê de Conservação e Manejo da Arara-Azul-de-Lear se reuniram na Praia do Forte, a 70 km de Salvador, na Bahia, para discutir estratégias de conservação de uma das aves mais ameaçadas de extinção do mundo e que existe apenas no sertão baiano.
O comitê tem representantes do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, da Fundação Biodiversitas, da Fundação RioZoo, da Sociedade Brasileira de Ornitologia, da Conservation International e do Busch Gardens, da Flórida, entre outros.
As atividades de campo relacionadas à conservação da espécie funcionam sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres, Cemave/ Ibama.
De acordo com o diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, Rômulo Mello, entre as prioridades a serem discutidas pelo comitê estão o monitoramento das aves no habitat natural, a continuidade da realização de censos populacionais e os estudos sobre a biologia reprodutiva da espécie.
“O desafio para os pesquisadores é obter dados sobre a produtividade dos ninhos”, acrescenta Mello.
Segundo ele, programa de recuperação da espécie em cativeiro é outro tema que poderá ser redimensionado conforme as avaliações que serão feitas pelo comitê a partir dos dados dos mantenedores que também participaram da reunião na Praia do Forte.
Endêmica :
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) existe apenas na região do Raso da Catarina, próximo aos municípios de Jeremoabo, Canudos e Euclides da Cunha. A espécie esteve próxima ao extermínio total devido, principalmente, à captura ilegal destinada ao tráfico internacional de animais silvestres.
Por meio de ações de conservação desenvolvidas nos últimos anos em parceria com proprietários de terras da região e outras instituições, o Ibama conseguiu conter a situação e hoje a população de araras-azuis-de-lear conta com cerca de 455 indivíduos, conforme dados do censo realizado no final do primeiro semestre deste ano.
Quarentenário e turismo ecológico :
Sob a coordenação do Cemave, já está em fase de construção na Praia do Forte, no litoral da Bahia, um quarentenário que será dedicado exclusivamente ao trabalho de conservação de araras-azuis-de-lear e da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii). A obra deverá estar concluída até o segundo semestre deste ano.
Além do quarentenário, será construído também no local um Centro de Reprodução para estas araras, com o intuito de aumentar a população em cativeiro visando futuras reintroduções.
Outra atividade que o Cemave deverá desenvolver a partir deste ano e que deverá ser discutida também no âmbito do novo comitê é o turismo de observação de aves na região de ocorrência das araras-azuis-de-lear.
Devido à raridade e à beleza das aves, elas são atração internacional. Observadores de aves de todo o mundo querem ver as aves em seu ambiente natural. Por isso, o Cemave está organizando nos moldes técnicos necessários expedições com o objetivo de levar os interessados a conhecer mais sobre a ecologia das araras.
Além de ver essas aves, os turistas também conhecerão outras espécies de aves que ocorrem na região que também representam um atrativo ambiental importante para os observadores.
Fonte: Ibama

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