| Ambiente em Foco : Fiscais do Ibama resgatam arara azul no Pará |
Uma arara azul foi resgatada por fiscais da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na quinta-feira, em uma casa em Rondon do Pará (PA). Na sexta-feira, o animal foi encaminhado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A espécie é ameaçada de extinção. |
sexta-feira, 20 de março de 2009
Fiscais do Ibama resgatam Arara azul no Pará
quinta-feira, 19 de março de 2009
População da arara-azul cresce 10 vezes em 20 anos
| Ambiente em Foco : População da arara-azul cresce 10 vezes em 20 anos |
Os dados são motivo de celebração para os ambientalistas: em 20 anos, a população da arara-azul-de-Lear cresceu dez vezes, saltando de alarmantes 70 indivíduos em 1987 para 751 em contagem realizada em junho deste ano. A má notícia é que nada disso deve-se à iniciativa púbica do Brasil. O aumento da população da ave brasileira é resultado de uma parceria entre uma ONG e colaboradores internacionais. Já Michael Parr, vice-presidente da ABC, é mais animado "Este é um fantástico exemplo de sucesso - uma espécie criticamente ameaçada de extinção começa a ser recuperada graças à proteção de sua área de reprodução". Santuário "salvou" ave - Com o auxílio da ABC, a Biodiversitas adquiriu uma série de propriedades adjacentes para expandir a Estação Biológica de Canudos, estabelecendo uma área protegida de 1477 hectares, ampliando em 10 vezes o tamanho original da reserva. A arara-azul-de-Lear é típica da região de Canudos e Jeremoabo, no Estado da Bahia. A ave utiliza os paredões de arenito como abrigo e se alimenta da palmeira Licuri. Atualmente, esta espécie é constantemente ameaçada pela ação de caçadores e traficantes de animais silvestres. "Ela não tem predadores naturais a não ser o homem", diz Figueiredo. Além disso, a ONG conta com a ajuda da Polícia Florestal e Federal para coibir as ações de traficantes de animais silvestres e caçadores. Esperançoso, ele destaca alguns projetos brasileiros de sucesso, como o Tamar, que trabalha na preservação de tartarugas e a Fundação Mico-Leão-Dourado que investe na proteção do primata típico da Mata Atlântica. "São duas espécies-bandeira" - referindo-se a animais considerados símbolos da fauna brasileira - "mas a arara-azul-de-Lear também é." |
Especialistas tentam salvar a arara azul de lear da extinção
O comitê tem representantes do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, da Fundação Biodiversitas, da Fundação RioZoo, da Sociedade Brasileira de Ornitologia, da Conservation International e do Busch Gardens, da Flórida, entre outros.
As atividades de campo relacionadas à conservação da espécie funcionam sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres, Cemave/ Ibama.
De acordo com o diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, Rômulo Mello, entre as prioridades a serem discutidas pelo comitê estão o monitoramento das aves no habitat natural, a continuidade da realização de censos populacionais e os estudos sobre a biologia reprodutiva da espécie.
“O desafio para os pesquisadores é obter dados sobre a produtividade dos ninhos”, acrescenta Mello.
Segundo ele, programa de recuperação da espécie em cativeiro é outro tema que poderá ser redimensionado conforme as avaliações que serão feitas pelo comitê a partir dos dados dos mantenedores que também participaram da reunião na Praia do Forte.
Endêmica :
A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) existe apenas na região do Raso da Catarina, próximo aos municípios de Jeremoabo, Canudos e Euclides da Cunha. A espécie esteve próxima ao extermínio total devido, principalmente, à captura ilegal destinada ao tráfico internacional de animais silvestres.
Por meio de ações de conservação desenvolvidas nos últimos anos em parceria com proprietários de terras da região e outras instituições, o Ibama conseguiu conter a situação e hoje a população de araras-azuis-de-lear conta com cerca de 455 indivíduos, conforme dados do censo realizado no final do primeiro semestre deste ano.
Quarentenário e turismo ecológico :
Sob a coordenação do Cemave, já está em fase de construção na Praia do Forte, no litoral da Bahia, um quarentenário que será dedicado exclusivamente ao trabalho de conservação de araras-azuis-de-lear e da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii). A obra deverá estar concluída até o segundo semestre deste ano.
Além do quarentenário, será construído também no local um Centro de Reprodução para estas araras, com o intuito de aumentar a população em cativeiro visando futuras reintroduções.
Outra atividade que o Cemave deverá desenvolver a partir deste ano e que deverá ser discutida também no âmbito do novo comitê é o turismo de observação de aves na região de ocorrência das araras-azuis-de-lear.
Devido à raridade e à beleza das aves, elas são atração internacional. Observadores de aves de todo o mundo querem ver as aves em seu ambiente natural. Por isso, o Cemave está organizando nos moldes técnicos necessários expedições com o objetivo de levar os interessados a conhecer mais sobre a ecologia das araras.
Além de ver essas aves, os turistas também conhecerão outras espécies de aves que ocorrem na região que também representam um atrativo ambiental importante para os observadores.
Fonte: Ibama
A ONG
Blue Wings
No verde que caracteriza a paisagem pantaneira, a arara azul se distingue por voar em grupo. Os chamados "dormitórios", locais onde a espécie se agrupa no final do dia, funcionam como "centros de troca de informações". Isso porque a arara azul tem um alto grau de socialização. Os casais, por exemplo, são extremamente fiéis e dividem as tarefas de cuidar dos filhotes.
Classificação Científica...Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Aves Ordem: Psittaciformes Família: Psittacidae Género: Anodorhynchus
Alimentação:A dieta da arara azul é altamente energética, baseada em castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeiras: acuri e bocaiúva.
As araras comem os cocos de acuri principalmente quando já estão caídos no chão, seja no campo ou nos currais. Elas aproveitam as sementes descarnadas pelo gado ou animais silvestres. No caso da bocaiúva, o coco é colhido e comido diretamente no cacho. Como são aves de comportamento bastante social, as araras se reúnem para comer logo cedo, pela manhã, ou no final da tarde.
